Evelyn Trindade
Repórter da Agência Brasil
Educador, antropólogo,
escritor, político. As várias
facetas de Darcy Ribeiro poderão ser conferidas na exposição
permanente, inaugurada pela escola de cinema criada por ele . São
fotografias, imagens, frases e livros, contando a trajetória do
criador do Museu do Índio. A exposição foi doada pelo Museu da República.
Em 1997, ano da morte de Darcy, o Museu organizou a mostra "Darcy,
o Brasileiro". A mostra passou por várias escolas do país e
agora ficará "abrigada" na Escola de Cinema Darcy Ribeiro,
na Rua da Alfândega, 5, centro do Rio. A exposição ficará aberta
ao público, de segunda a sexta, das 14h às 19h, com entrada franca.
A escola coloca monitores treinados para falar sobre a vida e a obra
de Darcy.
A mostra é uma homenagem ao antropólogo, que estaria completando
81 anos no último domingo, dia 26. Darcy Ribeiro nasceu em Minas
Gerais, em 26 de outubro de 1922. Formou-se em Antropologia em São
Paulo e dedicou seus primeiros anos de vida profissional ao estudo dos
índios do Pantanal, do Brasil Central e da Amazônia (1946/1956).
Neste período, fundou o Museu do Índio e estabeleceu os princípios
ecológicos da criação do Parque Indígena do Xingu. Escreveu uma
vasta obra etnográfica e de defesa da causa indígena. Elaborou para
a Unesco um estudo do impacto da civilização sobre os grupos indígenas
brasileiros no século XX e colaborou com a Organização
Internacional do Trabalho (1954) na preparação de um manual sobre os
povos aborígenes de todo o mundo.
Nos anos seguintes, dedicou-se à educação primária e superior.
Criou a Universidade de Brasília, da qual foi o primeiro reitor, e
foi ministro da Educação no Gabinete Hermes Lima. Mais tarde, foi
ministro-chefe da Casa Civil de João Goulart e coordenava a implantação
das reformas estruturais quando sucedeu o golpe militar de 64, que o
levou ao exílio.
Retornando ao Brasil, em 1976, voltou a dedicar-se à educação e
à política. Elegeu-se vice-governador do Rio de Janeiro (1982), foi
secretário da Cultura e coordenador do Programa Especial de Educação,
com o encargo de implantar 500 CIEPs, que são grandes escolas de
turno completo para mil crianças e adolescentes. Criou, então, a
Biblioteca Pública Estadual, a Casa França-Brasil, a Casa Laura
Alvim, o Centro Infantil de Cultura de Ipanema e o Sambódromo, em que
colocou 200 salas de aula para fazê-lo funcionar também como uma
enorme escola primária.
(Com informações da Fundação Darcy Ribeiro)
http://www.radiobras.gov.br
31/10/2003