Latinoamerica-online

Cultura, Società e Il Mondo dei Caraibi

 

 

Musica 

 

di Mariella Moresco Fornasier

 

 

A primeiro tango é brasileiro   (22 ottobre 2002)

Grammy para todos (soprattutto per i  Caraibi)    (1 ottobre 2002)

Porto Rico: le radici dei suoni africani    (1 ottobre 2002)

 

A primeiro tango é brasileiro


Ernesto Júlio Nazareth   nasceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1863 e faleceu na mesma cidade em 4 de fevereiro de 1934. Sua iniciação no piano foi com sua mãe, a pianista Carolina Augusta Pereira da Cunha. D. Carolina morreu quando o pequeno Ernesto, ou Ernestinho, como era chamado, contava apenas 10 anos. O desenvolvimento da técnica e da cultura musical ficaram sob a orientação de Eduardo Madeira, amigo da família, passando depois para as mãos do francês Lucien Lambert, futuro membro honorário do Instituto Nacional de Música. 

Quatro anos mais tarde, compôs sua primeira música, a polca-lundu Você bem sabe. Tornou-se profissional do piano, compondo e editando diversas obras. Com Brejeiro, se torna o grande fixador do tango brasileiro. Em 1898, dá seu primeiro concerto no salão nobre da Intendência de Guerra. Atuou, em 1917, como pianista na sala de espera do Cine Odeon, para o qual compôs o tango Odeon.

Há quem diga que combinando elementos da polca, da havaneira e do lundu, surgiu um dos primeiros gêneros da música brasileira, o tango, ao qual Nazareth fazia questão de acrescentar "genuinamente brasileiro", para que não se confundisse com o argentino, que aliás, a história provou ter sido registrado depois do nosso. (A primeira música registrada como tango é Olhos Matadores, de 1871, do maestro e compositor Henrique Alves de Mesquita, bem anterior ao tango Buenos Aires, registrado em 1880 na Argentina.) Foi Nazareth quem deixou marcada na história a presença do tango brasileiro. Em 1919, empregou-se na Casa Carlos Gomes, onde executava ao piano as partituras solicitadas pelos fregueses interessados em comprá-las.

Algumas composições de Nazareth apresentam sutíl influência de Chopin, um dos autores de sua preferência, o que não o privou de inaugurar uma forma brasileira de tocar e compor, tornando-se um dos primeiros pilares de sustentação da nossa música.
A obra de Nazareth, acima de tudo, é música instrumental de primeira qualidade e virou repertório pianístico obrigatório, seja ele dito "erudito" ou "popular". Suas músicas, inspiradas nas serestas, no ambiente musical das ruas, refletem os conjuntos dos chorões, com seus oficleides, flautas e violões
Apanhei-te Cavaquinho, por exemplo, é uma delícia de choro em que o piano representa com perfeição este instrumento de 4 cordas. Abominava quem chamava de maxixes suas composições e fazia questão de imprimir aos tangos um ritmo menos vivo que os dos maxixes mais populares das gafieiras da Cidade Nova. Em algumas partituras, orientava o executante com uma frase impressa no alto da página: "tocar lentamente".

Maxixe ou tango? Seria Nazareth um compositor erudito ou popular? Desde os tempos de Mário de Andrade esta questão já era tema para longas discussões e motivo de disparates. Alguns musicólogos afirmavam que sua música era "popular na forma, mas de conteúdo erudito". Na verdade, Nazareth viveu numa época em que só o fato de ser pianista já o colocava fora da denominação popular, pois o piano era instrumento nobre.

Mas os tempos de glória haviam passado e o compositor que se via a partir do episódio de 1922 era a expressão de Lamentos, Máguas, Resignação e Marcha Fúnebre. Neste período morre sua esposa, D. Theodora Amália de Meirelles Nazareth, com quem casou-se em 1886, e também sua filha. A vivacidade das composições de Nazareth até 1919 dá lugar a um compositor angustiado e solitário.Quatro anos depois, assistiu à conferência de Mário de Andrade sobre sua obra, na Sociedade de Cultura Artística de São Paulo. Nessa época, tocou no salão do Conservatório Dramático e Musical de Campinas (SP). Tocou na inauguração da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (atual Rádio MEC). Em 1930, gravou, para a gravadora Odeon, disco onde aparecia o tango Escovado e a polca Apanhei-te, cavaquinho, com a denominação de choro.

Em 1930 chegou a gravar quatro peças como solista na Odeon, que lançou Apanhei-te Cavaquinho e Escovado, arquivando Turuna e Nenê. Em 1932 editou sua última composição, o tango Gaúcho. Neste mesmo ano, em viagem a Montevidéo, Nazareth entrou em série crise nervosa. Dizem que no auge do delírio, o compositor sentou-se ao piano de uma casa de música e falou aos presentes: "Eu posso estar louco, mas ainda toco melhor que vocês!".Em janeiro de 1933, diagnosticada sua sífilis, foi internado na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, de onde fugiu no ano seguinte. Seu corpo foi encontrado sem vida no dia 4 de fevereiro de 1934, afogado numa represa situada nos fundos do manicômio. O provável suicídio de Ernesto Nazareth foi um sinal dos tempos vindouros, tempo do ostracismo imposto à sua música dentro do panorama de uma música brasileira em transformação.
 

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Grammy para todos

 

(soprattutto per i  Caraibi)

 

Ben 40 premi sono stati assegnati alla sezione dedicata alla musica latina nella terza  edizione "latina" del prestigioso premio, tenutasi a fine settembre Teatro Kodak de Los Ángeles e contraddistinta da una grande varietà di nazionalità di generi musicali.

Il pianista cubano Jesús "Chucho" Valdés, ha ottenuto un nuovo premio, il quarto della sua carriera, per il disco "Canciones inéditas", risultando vincitore per la categoria pop strumentale ma, insieme  ad altri artisti cubani, non ha potuto partecipare alla cerimonia di premiazione, dato che il governo statunitense non ha concesso i visti di entrata negli Usa.

 

Alejandro Sanz, di origine spagnola, ha vinto ben tre premi con il suo lavoro "MTV unplugged": album dell’anno, canzone dell’anno per il brano "Y sólo se me ocurre amarte"  e riconoscimento per la migliore incisione.

Insieme a Sanz,  l’artista più premiato è stato il colombiano Carlos Vives, che ha vinto il premio destinato alla categoria della musica tropicale contemporanea con il suo  "Déjame entrar".

Non poteva mancare il  successo della mitica Celia Cruz. L’artista cubana ha trionfato nella salsa con "La negra tiene tumbao”.

Premiati anche Vicente Fernández per la musica ranchera, interprete di “Más con  el número uno", Olga Tañón, con "Yo por ti", qualificatosi come miglior merengue e Chico Buarque, che ha presentato "Cambaio",  per la sezione di musica popolare brasiliana .

Riconoscimenti per il rock  alla cantante messicana Alejandra Guzmán, interprete di "Soy" ed al gruppo cileno La Ley.

Si è qualificato come miglior disco di rap/hip hop "Vivo", del portoricano Vico C.

 

[Stella de Fanzago]

1 ottobre 2002

Porto Rico: le radici dei suoni africani

 

Da ragazzo suonava il tamburo, ma poi volle provare la tromba e si scontrò con un problema: aveva le labbra troppo grosse. William Cepeda decise allora di passare al trombone. "I went to the music room, but the teacher said I couldn't because  my lips were too big.I didn't know any better to argue  with them, so they gave me a trombone."

Questo episodio appartiene ormai alla sua storia lontana, oggi Cepeda è l’interprete riconosciuto di quella musica  portoricana che conserva “il cuore” africano. La sua ricerca di queste radici gli ha valso la “nomination” al Grammy latino con l’album"Expandiendo Raices/Branching Out". 

La sua carriera è iniziata con una partecipazione al Meet the Composer, un programma televisivo di New York, che gli ha permesso di guadagnarsi tre anni di studio pagati al Conservatorio di Porto Rico, dove è ritornato dopo 10 anni di assenza.  Suo nonno viveva a Loiza, l’unica città a maggioranza nera del paese. "In Loiza there is music all over the place, the African-rooted  music, everybody plays something but as a hobby".

La famiglia Cepeda  non è solo appassionata di musica, ma è impegnata da anni a mantenere vive le tradizioni del folklore africano, impegno che William ha assunto come scopo della sua attività musicale.

 

La particolarità della musica di Cepeda è l’avere incorporato le sonorità del jazz negli esplosivi ritmi africani,  dando vita ad uno stile che ha chiamato "Afro-Rican".

L’occasione decisiva per la sua carriera gli capitò nel 1989, quando il trombonista di Dizzy Gillespie non poté suonare durante una tournée a Porto Rico. Il successo dell’esibizione di William Cepeda fu tale che gli fu proposto di continuare a lavorare per il gruppo di  Gillespie in vari concerti europei.

Il sogno di Cepeda è di continuare la tradizione di famiglia, registrando gli anonimi artisti popolari la cui musica sarebbe destinata a morire con loro. Tra di essi vi è un uomo di 75 anni, l’unico a saper suonare la bomba, una musica tipica del sud dell’isola e che ancora canta in un dialetto africano.

 

[Mariella Moresco Fornasier]

1 ottobre 2002

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Direttore Mariella Moresco Fornasier

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