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Segundo
Mercado Internacional de Cinema ''vende'' 302 filmes brasileiros para o
exterior Alessandra
Bastos - Repórter da Agência Brasil
Brasília
- Registrou crescimento de 52% no número de filmes participantes a
segunda edição do Mercado Internacional de Cinema, evento paralelo às
exibições do 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento,
que tem como objetivo comercializar direitos de exibição de filmes
nacionais no exterior, aposta em um aumento de 66% no valor das vendas.
Vinte e nove compradores, de onze países, estiveram presentes em Brasília
na última semana.
Neste ano, participaram do evento 302 filmes - entre curtas, ficção e
documentários produzidos nos últimos dois anos. Em 2003, foram 198 obras.
"A tendência é ir aumentando, pois ele já começa a repercutir",
avalia o presidente do Grupo Novo de Cinema, Tarcísio Vidigal,
coordenador do Mercado.
Segundo ele, o Brasil lançou, em 2004, mais de quarenta filmes no mercado
interno e, provavelmente, "ano que vem, vai ter uma produção de uns
sessenta longas e mais de cem curtas, além de documentários",
aponta Vidigal.
Com o aumento na produção, veio o aumento nas vendas. Espera-se que o
mercado renda para o Brasil US$ 600 mil nos próximos seis meses e US$ 2
milhões em dois anos. "Historicamente, o nosso cinema sempre teve um
mercado mundial. O que desperta o interesse é a diversidade. Temos filme
para todos os mercados: rurais, urbanos, históricos, baseados em romances,
dramas familiares, filmes de praia, infantis", afirma o coordenador
do mercado. No ano passado, o mercado gerou para o cinema US$ 1,2 milhão.
O filme mais vendido este ano, segundo Vidigal, é "O homem que
Copiava", de Jorge Furtado. Entre vários negócios, no mercado, ele
foi vendido para uma empresa mexicana com distribuição em onze países
da América Latina. O filme está com 25 cópias para serem exibidas nos
vizinhos latino-americanos.
De acordo com o presidente do Grupo Novo, os filmes mais procurados, além
de "O homem que Copiava", são "Olga" (de Jayme
Monjardim), "Dom" (de Moacyr Góes) e os documentários "Soy
Cuba" (de Vicente Ferraz) e "Dom Helder Câmara, o Santo Rebelde"
(de Erika Bauer). O investimento brasileiro na promoção internacional do
cinema é de R$ 12 milhões ao ano "vindos do governo e da iniciativa
privada", ressalta Tarcísio. Neste ano, mais de quarenta títulos
nacionais já foram exibidos nas telas estrangeiras.
Em 2003, 25 compradores de 15 países estiveram presentes na primeira edição
do mercado. Neste ano, foram 29 compradores, de onze países. A maior
parte dos compradores é da América Latina e Europa. Mas houve também
negociadores de outros países como Austrália, Japão e Canadá. "As
pessoas estão cansadas de filmes americanos. Não vamos conseguir
diminuir a presença deles, mas podemos mostrar a diversidade de outras
culturas". http://www.radiobras.gov.br/
6/12/2004
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