Latinoamerica-online

 

Cultura, Società e Il Mondo dei Caraibi

Afroamerica

 

di Mariella Moresco Fornasier

 

 

bandiera ideata nel 1917 da Marcus Garvey per il rientro 

nella "nuova patria" africana dei neri americani

 

 

Altre pagine di Afroamerica

 

Altre pagine della cultura

  

  Archeologia e storia dei caraibi

 

 

Voci dell' Afroamerica

 

Grupo Resurrección, Huellas del pasado  

Dofimé - Racconto popolare haitiano (testo in creolo e in francese)

Derek Walcott: il negro rosso che ama il mare  (poesia)

Omaggio alla Donna Negra / Homenaje a la mujer negra

 

 

 

Il Mondo dei Caraibi

ogni martedì l'attualità e la cultura dei Caraibi

 

 

 

 

Banda Afro Akomabu   (27 ottobre 2003)

Grupo de dança afro Abanjá - uma história de luta e resistência   (27 ottobre 2003)

 

 

La mappa di tutte le nostre pagine

       

 

mondocaraibi@yahoo.it

Banda Afro Akomabu

 

http://www.ccnma.org.br/akomabu.htm

Capa do compacto de 1986

A Banda Afro Akomabu criada em 03 de março de 1984, como mais um instrumento de luta do Centro de Cultura Negra do Maranhão no combate a discriminação racial através da preservação e valorização da riqueza cultural do povo negro.

A banda saiu pelas ruas de São Luís pela primeira vez com 60 pessoas que eram militantes do CCN e os freqüentadores de terreiros de Mina. Com um ritmo contagiante do afoxé-mina, envolve toda a população da ilha, seduzindo negros(as) e não negros(as) para um despertar da consciência racial, mostrando toda a sua beleza.

A banda é composta por três cantores e onze percussionistas integrantes do bloco afro Akomabu, sob a coordenação do mestre Augusto Nascimento Aguiar (Augusto Nassa), formado pela Escola de Música do Maranhão, utiliza como instrumentos musicais o atabaque. a marcação, tumbadora, timbau, cabaça, agogô e violão.

Participou no ano de 2002 do 1° Festival Internacional de Música de São Luís realizado pela prefeitura municipal e a coordenação do Laborarte.

Gravou no final do ano de 2002, o 1° CD do Akomabu com o título "Pérolas Negras" lançado em janeiro de 2003.

Akomabu em língua Fon, significa "a cultura não deve morrer" e a banda afro Akomabu é a presença viva e pulsante da cultura negra do Maranhão. Já não é mais um bloco formado só por negros, mas de todas as pessoas que se identificam com a luta e os ritmos trazidos para o Brasil pelos africanos.

 

Grupo de dança afro Abanjá - uma história de luta e resistência


http://www.ccnma.org.br/abanjá.htm

O Grupo de Dança Afro Abanjá nasceu em 1985 a partir do desejo de algumas pessoas que já faziam parte do Bloco AKOMABU de fortalecer a luta do movimento negro pela valorização e preservação da cultura, através da dança afro.

Seu parto, aconteceu no dia 16 de abril de 1985, após uma oficina de dança ministrada pelo professor Edson Katendê, nascido na Bahia e militante na época do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará-CEDENPA.

O nome ABANJÁ na língua Yorubá significa: "Na luta agora já!". E tem sido com o espírito de luta sempre que tem desenvolvido todo um trabalho no sentido de fortalecer o respeito a nossa cultura para construção da auto-esti-ma da população negra de nosso estado. Assim, o grupo desenvolve oficinas, seminários, debates e diversas apresentações artísticas com o objetivo de levar cada vez mais longe a missão do Centro de Cultura Negra do Maranhão.

Sua primeira apresentação aconteceu na Rua Paulo Frontim, no bairro do Monte Castelo, na tenda de Umbanda Luz e Vida de D. Mariazinha, onde recebeu as primeiras benças dos Orixás, Voduns e santos que guiam o grupo, tendo como padrinhos a saudosa Silvia Cantanhede e o professor Edson Katendê.

A dança afro sempre foi a expressão mais forte no grupo, embora trabalhe também com a dança popular, principalmente aquelas que têm a cultura negra como marca de expressão. E assim o grupo montou o espetáculo Bumba Crioulo, que fez sua primeira apresentação em Belém do Pará, em julho de 1987 na realização do VII Encontro de Negros do N/NE, organizado pelo CEDENPA e CCN-MA, resgatando através da dança, teatro e música as manifestações culturais maranhense que tem raiz africana, como Tambor de Crioula, a Dança do Coco, a Dança do Divino, o Bumba -Meu -Boi, o Tambor de Mina, a Dança do Cacuriá.

Os espetáculos de dança criados pelo grupo utilizam ritmos africanos como o Afoxé; Maculelê e o Afro Primitivo.

Ao longo dos seus 18 anos de existência o Abanjá faz parte da história de várias pessoas que sempre acreditaram que é possível combater o racismo. E essa mensagem foi levada pelo grupo a vários municípios do Maranhão a outros estados como: Pernambuco, Bahia e Santa Catarina, chegando a atravessar as fronteiras indo até a Guiana Francesa.

São muitos os responsáveis pela existência do grupo, mas queremos lembrar de forma especial Luiz Bandeira, um baiano arretado que veio com toda sua energia e axé, orientar o teatro e a dança no grupo.

A lembrança e homenagem especial a inesquecível mulher negra Silvia Cantanhede, que com seu carisma, alegria e energia contagiante foi responsável pelo parto, crescimento e fortalecimento do grupo. Hoje ao lado de Olorum continua a iluminar e guiar esse grupo, com toda sua energia.
O Grupo de Dança Abanjá já tem seus primeiros frutos, que é o Grupo Mirim Abanjá, formado por filhos e filhas de militantes do C.C.N, resultado das oficinas de dança e formação iniciado por Carla Algarves, em 2001.

Parabéns a todos (as) que sempre fizeram o Grupo de Dança Afro Abanjá, que perceberam e acreditaram que a valorização e preservação da cultura é o principal instrumento para a construção da identidade racial de qualquer povo.

Axé povo negro!

"Parabéns pêlos seus 18 anos, CCN vem te homenagear, no ORUN já brilhou a esperança, a liberdade virá, a luta de Cosme e Zumbi tu contínuas, iça azeviche abanjá"
Tadeu de Obatalá

"Essa turma é guerreira, não deixa a cultura morrer, é o meu bumba Crioulo vim mostrar para você, nosso lema é alegria, a nossa bandeira é liberdade e união, nossa raça e rebeldia, na luta de cada dia pela conscientização"
Carlão Rastafari

Coordenação do Grupo de Dança Afro Abanjá/CCN: Antônio Henrique França Costa, Gilmar Freitas, Gisele Padilha Costa, e Joana Carla Algarves.

 

Latinoamerica-online - Cultura, Società e Il Mondo dei Caraibi 

Ass. Cult. IMAGO MUNDI 

Direttore Mariella Moresco Fornasier

Registrazione presso il Tribunale di Milano n. 768 del 1/12/2000 

Tutti i diritti riservati