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bandiera ideata nel 1917 da Marcus Garvey per il rientro nella "nuova patria" africana dei neri americani |
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Parlamento Negro
defiende cuestión racial en Latinoamérica / A carta dos parlamentares
negros
Diputados y senadores
afro-descendientes decidieron formar una red y un foro permanente de debate
sobre la participación de parlamentarios negros en el Poder Legislativo de
los países del continente americano. En el 2º Encuentro de Parlamentarios
Negros y Negras de las Américas y del Caribe, realizado la semana pasada en
Bogotá, Colombia, ellos crearon el Parlamento Negro Americano, una entidad
que apunta a incluir la cuestión étnica y racial en los debates y acuerdos
de la región.
www.adital.org.br
28.mayo/2004
A Carta dos parlamentares negros Encontro
marca momento especial
Equipe de Afirma A
formação do Parlamento Negro das Américas e do Caribe, a criação de uma
rede interamericana de parlamentares negros e a decisão de realizar um novo
encontro em 2004, na Colômbia, para reavaliar a situação dos
afro-descendentes no continente, foram as principais propostas do I Encontro
de Parlamentares negros das Américas e do Caribe, encerrado ontem, em Brasília
(DF). Mais de 200 parlamentares negros e representantes de entidades civis
da Colômbia, Peru, Equador, Uruguai, Venezuela, Costa Rica, Panamá e
Estados Unidos, além de diversos estados brasileiros, se reuniram em Brasília
durante três dias para discutir questões raciais e as formas de superar a
exclusão social dos negros do continente americano. As
decisões do encontro foram incluídas na Carta de Brasília - documento com
os principais resultados do encontro e reproduzida a seguir. Entre estas está
a prioridade para a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial no Brasil,
que servirá como referência legal, junto com a Lei 70, da Colômbia, para
outras ações na América Latina (Com informativo da Agência Câmara). Reunidos
em Brasília no I Encontro de Parlamentares Negros e Negras das Américas e
do Caribe, organizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial,
de 21 a 23 de novembro de 2003, parlamentares da América Latina,
acompanhados de representantes de movimentos negros e organizações sociais,
decidimos subscrever a presente Carta de Brasília reafirmando nossa
identidade como afro-descendentes, reconhecendo o caminho de nossos
ancestrais e os compromissos assumidos por nossos governos com os nossos
povos e comunidades contidos nas Declarações e Planos de Ação de
Santiago e Durban. Reconhecemos
que nos encontramos na terra de Zumbi dos Palmares, herói ancestral que
liderou as lutas de libertação contra a escravidão e que deve servir de
modelo e inspiração tanto para a comunidade negra do Brasil como para
todos os países onde se encontram os filhos e filhas da Diáspora Africana. Consideramos
que: ·
Os povos e comunidades afro-descendentes têm contribuído de forma
fundamental para a construção de todas as sociedades americanas e
caribenhas; ·
Não haverá democracia verdadeira nas Américas e no Caribe sem a inclusão
das mulheres e homens negros; ·
Os afro-descendentes são um grupo de cerca de 150 milhões nas Américas e
no Caribe, a maioria dos quais vivem em pobreza, e que esta condição é
agravada para as mulheres afro-descendentes; ·
Nossos governos são signatários das Declarações de Durban e Santiago,
embora a maioria deles não tem se empenhado nos compromissos assumidos; ·
Os afro-descendentes estão escassamente representados nos poderes do Estado
e particularmente nos congressos e parlamentos, em função de que devemos
redobrar nossos esforços e nosso trabalho. E esta exclusão se agudiza para
as mulheres negras; ·
Os esforços de inclusão de nossos povos e comunidades devem considerar
tanto uma visão universalista, que promova políticas públicas universais
para erradicar a pobreza de nossos países com uma perspectiva de gênero e
racial, assim como uma visão focalizada, que promova políticas públicas e
legislação específica para os afro-descendentes; ·
Nossos países se encontram imersos em processos de integração através de
acordos tais como Mercosul, Pacto Andino, Caricom, Sica. Uma das expressões
mais importantes desse processo é a Área de Livre Comércio das Américas
(Alca), em cujo bojo não estão presentes a situação de exclusão,
particularmente da situação de abandono histórico de nossos povos e
comunidades. Por isso, como parlamentares negros e negras devemos participar
intensamente deste debate e das negociações sobre a Alca, das quais têm
estado ausentes até mesmo os parlamentos da região; ·
O Brasil está na iminência de aprovar o Estatuto da Igualdade Racial, o
qual representa um salto qualitativo e histórico na abordagem da situação
dos afro-brasileiros; ·
A Colômbia, tal qual outros países, tem promovido mudanças legislativas
constitucionais que promovem a inclusão racial. No entanto, não contamos
com mecanismos para intercâmbio dessas experiências; .
Não existem programas de cooperação nem de relações internacionais
entre os países latino-americanos e os países da África e que o Brasil
deu um passo importante nesse sentido; ·
A preservação das religiões de matrizes africanas é premissa fundamental
na afirmação da identidade e da cultura dos afro-descendentes. Nos
comprometemos a: ·
Impulsionar uma nova forma de fazer política baseada no respeito à inclusão
dos homens e mulheres afro-descendentes; ·
Criar um grupo de trabalho de parlamentares negros e negras das Américas
para promover e trabalhar na construção do Parlamento Negro das Américas
e da Rede de Legisladores Afro-descendentes; ·
Instar os parlamentos da região para que tenham uma participação ativa no
controle político das negociações sobre a Alca, participando nos esforços
para incorporar a visão e perspectiva dos povos e comunidades
afro-descendentes; ·
Instar os governos para que fortaleçam os blocos regionais e para que
promovam consultas populares sobre a Alca, para que tomem decisões que
realmente considerem a situação da maioria da população e não somente
de uma pequena parte; ·
Participar ativamente nas discussões dos processos de reformas fiscais,
sociais e políticas, e propostas de legislação para promover a igualdade
racial e de gênero; ·
Promover legislação e políticas de ação afirmativa que tomem como base
o Estatuto da Igualdade Racial, do Brasil, e a Lei 70 de 1993, da Colômbia,
entre outros corpos de legislação; ·
Promover em nossos congressos e parlamentos a necessidade de aprofundar as
relações de cooperação horizontal entre os países da América Latina,
Caribe e África, que contribuam com o desenvolvimento social, econômico e
cultural dos países de ambos os continentes; ·
Elaborar uma publicação conjunta para a América Latina que compile a
legislação em favor dos afro-descendentes, como instrumento para o avanço
regional nessa área; ·
Instalar um portal de informação na internet que permita vizualizar as ações
e propostas dos legisladores e legisladoras negros, assim como colocar
informações sobre políticas e legislação; ·
Participar como parlamentares negros e negras na Cumbre das Américas e na
Cumbre Íbero-Americana que se realizão em 2004; ·
Instar os governos para que aloquem recursos financeiros e humanos para a
implementação dos acordos de Santiago e Durban, especialmente os ítens
relacionados aos povos e comunidades afro-descendentes e que garantam o
processo de avaliação na Conferência Santiago + 5; ·
Instar o Congresso Nacional do Brasil para aprovar o Estatuto da Igualdade
Racial e garantir os recursos financeiros para sua implementação, o qual
deverá servir como marco geral para os países da América Latina; ·
Instar o Congresso do Equador a discutir e aprovar o projeto sobre direitos
coletivos do povo afro-equatoriano. Da mesma forma, instamos todos os
congressos da região com propostas pendentes de legislação em favor dos
afro-descendentes que as aprovem; ·
Realizar o II Encontro de Parlamentares Afro-descendentes das Américas e
Caribe na Colômbia em 2004. O
I Encontro de Parlamentares Negros e Negras das Américas e do Caribe
consolida-se como elemento importante da articulação política
internacional, conferindo à questão racial no continente a visibilidade
necessária para a ruptura com a lógica da subjugação que ainda hoje
exclui mais de 150 milhões de pessoas negras. O
compromisso firmado em Brasília gira em torno da defesa e preservação do
que se relaciona à inserção social, à cultura e à tradição dos
afro-descendentes nas Américas e no Caribe. Nessa perspectiva,
trabalharemos para que as demandas reprimidas por séculos de exploração e
desestruturação material, simbólica e espiritual do nosso povo façam
parte da agenda política dos nossos países, assegurando o bem-estar de
nossas comunidades. Brasília, 23 de novembro de 2003 www.afirma.com.br
02
de dezembro de 2003 |
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