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Entidades enviam carta a
Lula em defesa dos direitos indígenas / Entidades envían carta a Lula
en defensa de los derechos indígenas
Entidades
enviam carta a Lula em defesa dos direitos indígenas
Movimentos sociais, organizações não governamentais e religiosas
encaminharam, no último dia 30, carta à Presidência da República
posicionando-se a respeito das violentas mobilizações ocorridas em
Raposa Serra do Sol, Terra Indígena de Roraima. Reafirmam ainda que as
manifestações foram organizadas por produtores de arroz da região e que
o número de não-índios é bem inferior ao que vem sendo divulgado na
imprensa local e por alguns políticos.
No conteúdo do documento, as entidades chamam a atenção para as violências
cometidas contra os índios ao longo da história, contestam as informações
divulgadas a respeito do número de não-índios que vivem na terra indígena
(657 e não milhares como afirmam alguns políticos e imprensa local) e
reiteram sua confiança na homologação, questionando o motivo da demora.
O assunto causou polêmica porque estaria dividindo os povos indígenas do
interior do Estado e porque a homologação das terras traria muito prejuízo
ao povo não-índio, que, atualmente, vive nas áreas. Porém, diante de
divergências, a Comissão da Pastoral da Terra já afirmou que 75% dos índios
são favoráveis à homologação.
Os conflitos na área aumentaram depois que, no final de dezembro de 2003,
o Ministério da Justiça anunciou a homologação da TI para janeiro
deste ano. Com isso, houve muita manifestação na região. Índios que,
segundo o Conselho Missionário Indigenista (Cimi), teriam sido cooptados
por plantadores de arroz, invadiram a sede do Instituto de Colonização e
Reforma Agrária (Incra), da Fundação Nacional do Índio (Funai),
bloquearam rodovias e até chegaram a seqüestrar três religiosos.
Com a intervenção dos governos federal e estadual, a situação se
normalizou nesta região de Roraima, mas, até então, nenhuma nova posição
foi dada em relação ao assunto. As últimas notícias davam conta de que
ainda se iria estudar uma forma de realocação dos povos não-índios,
que estavam na Raposa Serra do Sol e, com isso, seria feita a homologação
das terras.
Além da Presidência da República, cópias da carta foram encaminhadas
ao procurador geral da República, Cláudio Fontelles, ao presidente da
Funai, Mércio Gomes, e aos ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da
Justiça, Marcio Thomaz Bastos.
O documento salienta que "as comunidades indígenas localizadas na
Raposa Serra do Sol estão cansadas de tanto sofrimento e espera. As
comunidades conseguiram manter a calma diante das provocações que
sofreram nesses últimos dias devido à promessa do ministro da Justiça
de que o Presidente da República finalmente assinaria o Decreto de
homologação nesse mês de janeiro".
A carta é assinada pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR), Diocese de
Roraima, Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Greenpeace, Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs
do Brasil (Conic) e Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Leia
a íntegra da carta
Entidades
envían carta a Lula en defensa de los derechos indígenas Movimientos
sociales, organizaciones no gubernamentales y religiosas enviaron, el último
día 30, carta a la Presidencia de la República posicionándose con
respecto de las violentas movilizaciones, organizadas a principios de
enero, por productores de arroz de la región y que los números de no
indios son inferiores al que viene siendo difundido por la prensa local y
por algunos políticos.
En el contenido del documento, las entidades llaman la atención sobre las
violencias cometidas contra los indios a lo largo de la historia,
contradicen las informaciones divulgadas a respecto del número de no
indios que viven en la tierra indígena (657 y no miles como afirman
algunos políticos locales) y reiteran su confianza en la homologación,
cuestionando el motivo de la demora en realizarla.
El asunto causó polémica porque estaría dividiendo los pueblos indígenas
del interior del Estado y porque la homologación de las tierras crearía
mucho perjuicio al pueblo no indio que, actualmente, vive en el área. Sin
embargo, ante las divergencias, la Comisión Pastoral de la Tierra (CPT)
ha afirmado que el 75% de los indígenas es favorable a la homologación.
Los conflictos en el área aumentaron después que, a fines de diciembre,
el Ministerio de Justicia anunció la homologación de la TI para enero de
este año. Con eso, hubo muchas manifestaciones en la región. Indios que,
según el Consejo Misionero Indigenista (Cimi), habrían sido captados por
plantadores de arroz, invadieron la sede del Instituto de Colonización y
Reforma Agraria (Incra), de la Fundación Nacional del Indio (Funai),
bloquearon carreteras y hasta llegaron a secuestrar a tres religiosos.
Con intervención del Gobierno Federal y del Estatal, la situación se
normalizó en esta región de Roraima, pero hasta ahora ninguna nueva
posición fue dada con relación al asunto. Las últimas noticias decían
que todavía se estudiará una forma de reubicación de los pueblos no
indios que estaban en Raposa Serra do Sol y, con eso, sería hecha la
homologación de las tierras.
Además de a la Presidencia de la República, copias de la carta fueron
enviadas al procurador general de la República, Cláudio Fontelles, al
presidente de la Funai, Mércio Gomes, y a los ministros Jefe de Gabinete,
José Dirceu, y de Justicia, Marcio Thomaz Bastos.
El documento destaca que "las comunidades indígenas localizadas en
Raposa Serra do Sol están cansadas de tanto sufrimiento y espera. Las
comunidades, consiguieron mantener la calma ante las provocaciones que
sufrieron en estos últimos días, debido a la promesa del ministro de
Justicia de que el Presidente de la República finalmente firmaría el
Decreto de homologación en este mes de enero".
La carta está firmada por el Consejo Indígena de Roraima (CIR), Diócesis
de Roraima, Grupo de Trabajo Amazónico (GTA), Greenpeace, Movimiento de
Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST), Consejo Nacional de Iglesias
Cristianas de Brasil (Conic) y Comisión Pastoral de la Tierra (CPT).
Lea
la carta en su totalidad (en portugués) www.adital.org.br
3.fevereiro/2004 3.febrero/2004
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