Pagina iniziale    Il nostro sito    Mappa del sito/Archivio    Appuntamenti della cultura    Per contattarci 

 Latinoamerica      Mondo Caraibi      Popoli Indigeni 

 

Popoli Indigeni

 

 

 

portugués   español 

Vitória indígena: convenção da OIT assegura respeito à cultura



Rogéria Araújo

 

Depois de 13 anos de espera, o Brasil, finalmente, conseguiu fazer entrar em vigor a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os Povos Indígenas e Tribais. A promulgação representa uma vitória para os milhares de indígenas do país que passarão a ter mais um instrumento para o cumprimento de seus direitos.

A assessora jurídica do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rosane Lacerda, explica que, até a promulgação ser publicada, hoje, no Diário Oficial, foram muitas conversas e diversas reivindicações para que a antiga convenção, a 107, fosse substituída de forma revisada pela 169, em vigor internacional desde setembro de 1991.

A aprovação da Convenção 169 era uma das principais bandeiras de luta de entidades que atuam na área dos direitos indígenas e de todas as lideranças dos povos que existem no Brasil. De 1991 – ano em que o texto foi enviado para o Congresso Nacional – até 2002, ano em que foi aprovado, afirma Rosane, foram muitas manifestações.

A Convenção 169 revisa pontos fundamentais que não eram aceitos pelos indígenas e que constavam na Convenção 107, na qual o caráter integralista pregava não a preservação da cultura indígena, mas a sua adaptação a outros modelos de vida. "Havia bastante preconceito com os povos indígenas. Em geral, eles eram vistos dentro de um viés etnocêntrico, como povos ainda não evoluídos. O que a 107 propunha é que eles deixassem de ser índios e se integrassem a uma sociedade que não era a deles", afirma a assessora jurídica.

Já na 169, o que se estabelece é justamente o oposto: o respeito pelas tradições e costumes das populações indígenas e a preservação de suas culturas. Rosane lembra que a Convenção 107 – até então a vigente no Brasil – é de 1957 e foi promulgada no país em 1966.

Um outro ponto importante diz respeito à questão da participação dos povos indígenas nas decisões do Estado, ou seja, estabelece a inclusão. Na convenção anterior, apenas o Estado era o responsável por essas decisões. "A 169 propõe que o Estado faça com que as comunidades participem desse processo de decisões".

Com a promulgação da Convenção será possível ainda elaborar um novo Estatuto do Índio, adotando um modelo mais atual e que não entre em choque com a Constituição Federal do país. O atual estatuto foi feito – com base na convenção 107 –, em 1973, e é utilizado até hoje. "A idéia é fazer um novo Estatuto com referência nos textos da Convenção 169, já que o atual pode ser considerado caduco", diz Rosane.

www.adital.org.br    20.abril/2004 

 


Victoria indígena: convención de OIT asegura respeto a la cultura


Rogéria Araujo

 

Después de 13 años de espera, Brasil finalmente logró hacer entrar en vigencia la Convención 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) sobre los Pueblos Indígenas y Tribales. La promulgación representa una victoria para los miles de indígenas del país que pasarán a tener otro instrumento para el cumplimiento de sus derechos.

La asesora jurídica del Consejo Indigenista Misionero (Cimi), Rosane Lacerda, explica que para que la promulgación sea publicada hoy en el Diario Oficial fueron muchas las conversaciones y diversas reivindicaciones para que la antigua convención, la 107, fuese substituida de forma revisada por la 169, en vigencia internacional desde septiembre de 1991.

La aprobación de la Convención 169 era una de las principales banderas de lucha de entidades que actúan en el área de los derechos indígenas y de todos los líderes de los pueblos que existen en Brasil. De 1991  año en que el texto fue enviado al Congreso Nacional  hasta el 2002, año en que fue aprobado, afirma Rosane, fueron muchas manifestaciones.

La Convención 169 revisa puntos fundamentales que no eran aceptados por los indígenas, que constaban en la Convención 107, en la cual el carácter integralista preconizaba no a la preservación de la cultura indígena, sino su adaptación a otros modelos de vida. "Había bastante prejuicio con los pueblos indígenas. En general, ellos eran vistos dentro de un sesgo etnocéntrico, como pueblos todavía no evolucionados. Lo que la 107 proponía es que ellos dejasen de ser indios y se integrasen a una sociedad que no era la de ellos", afirma la asesora jurídica.

En la 169, lo que se establece es justamente lo opuesto: el respeto por las tradiciones y costumbres de las poblaciones indígenas y la preservación de sus culturas. Rosane recuerda que la Convención 107  hasta entonces vigente en Brasil  es de 1957 y fue promulgada en el país en 1966.

Otro punto importante es con relación a la cuestión de la participación de los pueblos indígenas en las decisiones del Estado, o sea, establece la inclusión. En la convención anterior, solo el Estado era el responsable por esas decisiones. "La 169 propone que el Estado haga que las comunidades participen de ese proceso de decisiones".

Con la promulgación de la Convención será posible además elaborar un nuevo Estatuto del Indio, adoptando un modelo más actual y que no entre en choque con la Constitución Federal del país. El actual estatuto fue realizado  basado en la convención 107  en 1973 y es utilizado hasta hoy. "La idea es hacer un nuevo Estatuto con referencia a los textos de la Convención 169, ya que el actual puede ser considerado caduco", dijo.

 

www.adital.org.br    20 de abril de 2004

 

Latinoamerica-online .info

Ass. Cult. Imago Mundi - Direttore Mariella Moresco Fornasier

© Tutti i diritti riservati