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Desde 1989, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, um órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, vêm mapeando e monitorando os remanescentes florestais e ecossistemas associados da Mata Atlântica, utilizando recursos e tecnologias da área da informação, sensoriamento remoto e geoprocessamento para produção de informações permanentemente aprimoradas e atualizadas desse bioma. O primeiro mapeamento, publicado em 1990 com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), teve o mérito de ser um trabalho inédito sobre a área original e a distribuição espacial dos remanescentes florestais da Mata Atlântica. Desenvolvido em escala 1:1.000.000, tornou-se uma referência para pesquisas científicas relacionadas ao tema e para o desenvolvimento de ações políticas de conservação do bioma. No ano seguinte, a SOS Mata Atlântica e o INPE iniciaram um levantamento mais detalhado, em escala 1:250.000, em dez Estados brasileiros, da Bahia ao Rio Grande do Sul. Concluído em 1993, o "Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados da Mata Atlântica" mapeou e monitorou a ação antrópica nos remanescentes florestais e nas vegetações de mangue e de restinga no período entre 1985 e 1990. Uma nova atualização foi lançada em 1998, desta vez cobrindo o período de 1990-1995, com análises mais precisas devido aos aprimoramentos incorporados, tais como a digitalização dos limites das fisionomias vegetais da Mata Atlântica, de algumas Unidades de Conservação (UCs) federais e estaduais e o cruzamento com a malha municipal digital do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre outros. Em 1999, a SOS Mata Atlântica e o INPE iniciaram a atualização dos dados abrangendo novo período, 1995-2000. Esta fase tem como grande inovação a interpretação visual digital na tela do computador de imagens dos satélites TM/Landsat 5 ou 7, em escala 1:50.000, portanto mais precisas e um pouco mais próximas da realidade terrestre, identificando fragmentos florestais, desflorestamentos ou áreas em regeneração acima de 10 hectares. Até a etapa anterior, só áreas acima de 25 hectares eram possíveis de serem mapeadas. Além disso, por recomendação de especialistas pelo atendimento ao que determina a legislação específica, decidiu-se por modificar os critérios de mapeamento, incluindo a identificação de formações arbóreas sucessionais secundárias. Este levantamento foi concluído em 2002. O Atlas dos Municípios da Mata Atlântica foi gerado no âmbito do “Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados da Mata Atlântica” para atuação na esfera municipal. A proteção e a conservação dos remanescentes florestais da Mata Atlântica é um papel do Estado e da Sociedade Civil em todas as suas instâncias. Até então, todo o trabalho desenvolvido pelo Atlas foi direcionado à atenção da sociedade e dos Governos Federal e Estaduais. A Fundação SOS Mata Atlântica e o INPE têm a grata satisfação de apresentar à sociedade a situação da Mata Atlântica nos municípios por meio de uma ferramenta de publicação dos mapas temáticos sobre o bioma na Internet. Esta iniciativa se propõe a fornecer instrumentos para o conhecimento, o monitoramento e o controle para atuação local. Desta forma, a partir da identificação e da localização dos principais remanescentes florestais existentes nos municípios abrangidos pela Mata Atlântica, cada cidadão, diferentes setores e instituições públicas e privadas podem se envolver e atuar em favor da proteção e conservação deste conjunto de ecossistemas. Em todas as etapas, o Atlas contou com a participação, contribuição e apoio de diversas instituições, órgãos governamentais, entidades ambientalistas, universidades, institutos de pesquisa, empresas, cientistas e especialistas de diversas áreas. O Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, gerado a partir da organização dos dados do Atlas da Mata Atlântica - ano base 2000 para a esfera municipal contou com o patrocínio do Banco Bradesco S.A., do co-patrocínio da Colgate/Palmolive-SorrisoHerbal, da execução técnica da Fundação de Ciências, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), Geoambiente Sensoriamento Remoto, Nature Geotecnologias e ArcPlan e do desenvolvimento da ferramenta de publicação dos mapas na internet pela ArcPlan, utilizando tecnologia do MapServer (Universidade de Minnesota). Espera-se com esta iniciativa contar com o envolvimento do poder público e dos atores locais na definição de estratégias e políticas de conservação para a Mata Atlântica, considerada um dos mais ricos conjuntos de ecossistemas do planeta e um dos mais ameaçados de extinção.
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