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foto: www.mujer/latercera.cl

Programa inédito combaterá homofobia no Brasil



Micheline Matos –  jornalista da Adital

 

No próximo dia 25 deste mês, o governo brasileiro se dispôs a dar um passo à frente rumo ao problema do preconceito contra homossexuais, bissexuais e transgêneros, grupo que inclui travestis e pessoas que mudaram de sexo. Será lançado nessa data o "Programa Brasil sem Homofobia", uma iniciativa inédita que propõe políticas públicas específicas nas áreas de educação, saúde, justiça, cultura e uma Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), para esses grupos. A Adital conversou com Javier Angonoa, coordenador do Grupo Gay da Bahia, sobre o programa, e ele, entre outras coisas, ressalta a importância dessa iniciativa rumo ao fim da discriminação.

O carro chefe do programa tem a finalidade de fazer um trabalho de base contra a homofobia, que será desenvolvido com a capacitação de professores para abordarem o tema da homossexualidade em salas de aula. Esses profissionais serão capacitados através de seminários, cartilhas e palestras.

A homofobia gera uma onda de violência que tem como resultado um índice muito alto de assassinatos de gays no Brasil. Angonoa acredita que, pelo fato desse programa acontecer em parceria com a sociedade civil organizada, com movimentos que já lutam há mais de 20 anos, dessa vez, o tema será trabalhado com seriedade, pois os números da violência gerada pela homofobia indicam que o Brasil é campeão de crimes homofóbicos. "A cada dois dias, um homossexual é assassinado no Brasil, um país onde nós abrimos a boca pra falar de liberdade, de Lei Áurea, isso é muita hipocrisia! Nós queremos uma política equiparada a do racismo, assim como se trabalha para desconstruir diariamente o racismo, nós queremos o mesmo", afirma o coordenador.

Sobre essa questão da violência exacerbada contra homossexuais no país, o ministro-chefe da SEDH, Nilmário Miranda, afirmou, em um programa de TV, que uma providência importante do programa é o treinamento e capacitação específica de agentes de segurança. O monitoramento das ações desse programa será feito pelo Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Angonoa ressalta a ligação direta das organizações com esse conselho: "alguns membros da ABGLT(Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis) têm contato direto tanto com o Conselho Nacional, quanto com a SEDH".

Organizações gays de todo Brasil há muito já enviaram e continuam enviando propostas que agora, supostamente, serão usadas na realização do programa contra a homofobia. Além do trabalho de base que será feito através das escolas, a segurança específica que será oferecida pelo programa, outro ponto relevante, segundo o coordenador do Grupo Gay da Bahia, é a investigação dos crimes homofóbicos e a questão da homofobia na mídia.

Ele defende que um dos pontos a serem trabalhados na mídia é a caricatura dos personagens gays em novelas e programas humorísticos. "A novela é o nosso pior aliado e quase inimigo. Esses programas poderiam ser mais educativos e fazer muito mais", afirma. Angonoa explica também que durante o último encontro da ABGLT, em Manaus, capital do Estado do Amazonas, foi discutida a importância dessa mudança no discurso dos meios e reiterou que, felizmente, aos poucos, isso já vem sendo feito em alguns meios de comunicação da Bahia, que atualmente abordam com seriedade o tema do preconceito e até fazem a cobertura de eventos do Grupo Gay da Bahia.

Para ele, a caricatura ajuda a perpetuar o preconceito, que fomenta a violência, por isso uma modificação do discurso da mídia é notoriamente urgente.


 

Programa inédito combatirá homofobia en Brasil


Micheline Matos – periodista de Adital 

 

El gobierno brasilero se dispuso a dar un paso adelante rumbo al problema del prejuicio contra homosexuales, bisexuales y transgéneros, grupo que incluye travestis y personas que cambiaron de sexo. Será lanzado el "Programa Brasil sin Homofobia", una iniciativa inédita que propone políticas públicas específicas en las áreas de educación, salud, justicia, cultura y una Secretaria Especial de Derechos Humanos (SEDH), para esos grupos. Adital conversó con Javier Angonoa, coordinador del Grupo Gay de Bahia, sobre el programa y él, entre otras cosas, resalta la importancia de esa iniciativa rumbo al fin de la discriminación.

El caballito de batalla del programa tiene la finalidad de hacer un trabajo de base contra la homofobia, que será desarrollado con la capacitación de profesores para abordar el tema de la homosexualidad en salas de aula. Esos profesionales serán capacitados a través de seminarios, cartillas y conferencias.

La homofobia genera una onda de violencia que tiene como resultado un índice muy alto de asesinatos de gays en Brasil. Angonoa cree que, por el hecho de que ese programa se lleve a cabo conjuntamente con la sociedad civil organizada, con movimientos que ya luchan desde hace más de veinte años, esta vez el tema será trabajado con seriedad, pues los números de la violencia generada por la homofobia indican que Brasil es campeón en crímenes homofóbicos. "A cada dos días un homosexual es asesinado en Brasil, un país donde abrimos la boca para hablar de libertad, de Ley Áurea, ¡eso es de mucha hipocresía! Queremos una política equiparada a la del racismo, así como se trabaja para destruir diariamente el racismo, queremos lo mismo", afirma el coordinador.

Sobre esta cuestión de la violencia exacerbada contra homosexuales en el país, el ministro de la SEDH, Nilmário Miranda, afirmó en un programa de TV que un recaudo importante del programa es el entrenamiento y capacitación específica de agentes de seguridad. El monitoreo de las acciones de ese programa será hecho por el Consejo Nacional de Combate a la Discriminación y Angonoa resalta el vínculo directo de las organizaciones con el consejo: "algunos miembros de la ABGLT (Asociación Brasilera de Gays, Lésbicas y Travestis), tienen contacto directo tanto con el Consejo Nacional, cuanto con la SEDH".

Organizaciones gays de todo Brasil desde hace mucho tiempo han enviando propuestas que ahora supuestamente serán usadas en la realización de este programa contra la homofobia. Además del trabajo de base que será realizado a través de las escuelas, la seguridad específica que será ofrecida por el programa, según el coordinador del Grupo Gay de Bahia, otro punto relevante es la investigación de los crímenes homofóbicos y la cuestión de la homofobia en los medios.

Defiende que uno de los puntos a ser trabajados en los medios es la caricatura de los personajes gays en novelas y programas humorísticos. "La novela es nuestro peor aliado y casi enemigo. Esos programas podrían ser más educativos y hacer mucho más", afirma. Angonoa explica también que durante el último encuentro de la ABGLT en Manaus, capital del Estado de Amazonas, en el norte del país, fue discutida la importancia de ese cambio en el discurso de los medios y reiteró que felizmente de a poco eso ya viene siendo realizado en algunos medios de comunicación de Bahia, que actualmente abordan con seriedad el tema del prejuicio y hasta hacen la cobertura de eventos del Grupo Gay de Bahia.

Para él, la caricatura ayuda a perpetuar el prejuicio y éste fomenta la violencia, por eso una modificación del discurso en los medios se hace notoriamente urgente.

www.adital.org.br    4.maio/2004 

 

  Latinoamerica-online 

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