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Natura e ambiente

 

 

 

 

Encontro por uma "Nova Cultura da Água" na América Latina 

Encuentro por una "Nueva Cultura del Agua" en América Latina

 

 

As razões para a iniciativa


Os problemas relacionados com a gestão da água e dos serviços públicos de água e saneamento, que resumimos sinteticamente a seguir, têm assumido uma importância crescente, na América Latina nas últimas décadas. A iniciativa procura promover um amplo e aberto debate para examinar as causas dos problemas e avançar na busca de soluções concretas, estimulando o intercâmbio de conhecimento e a difusão de experiências exitosas.

De um lado, apesar dos importantes avanços observados na região desde a década de 1970, para expandir e melhorar os serviços públicos de água e saneamento, a falta de acesso a esses serviços essenciais continua sendo um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e constitui um dos importantes fatores da desigualdade social e econômica que caracteriza nossos países no contexto internacional. Entre outros temas, as enfermidades passíveis de prevenção relacionadas com a água, continuam sendo uma das causas principais de morbi-mortalidade e, ainda que algumas doenças tenham sido erradicadas, décadas atrás, como dengue e cólera, as mesmas têm retornado com força e constituem um enorme desafio na região. As políticas implementadas desde a década de 1980, de modo especial a desregulamentação, liberação e privatização destes serviços, têm contribuído a exacerbar os problemas existentes, especialmente os conflitos sociais e políticos pela água, a desigualdade no acesso aos serviços e a falta de controle democrático sobre a gestão.

Por outro lado, existe, atualmente, uma tomada de consciência crescente de que os importantes avanços conquistados durante a segunda metade do século vinte em muitos dos países latino-americanos em termos de crescimento econômico e, em particular, mediante os processos de desenvolvimento industrial e de urbanização acelerada, têm tido um custo muito elevado para as sociedades da região. Em relação à água, os graves problemas acumulados, durante décadas, de políticas baseadas na intervenção drástica sobre os ecossistemas aquáticos, freqüentemente implementadas mediante processos autoritários, sem debate público, nem controle democrático, têm conduzido a uma deterioração desses ecossistemas, mediante processos de contaminação e redução das fonte de água, rios, lagos, aqüíferos, charcos e outros corpos hídricos. Simultaneamente, com freqüência, estas intervenções têm tido, também, um efeito negativo sobre amplos setores da população, às vezes mediante a transferência forçada de grande números de pessoas pela inundação artificial de seus territórios; outras vezes pelos efeitos não planejados das grandes obras, como são as alterações no ciclo natural dos rios que levam a inundações mais freqüentes e destrutivas, em muitas áreas do continente. Este lado negativo dos processos de desenvolvimento seguem sendo pouco debatido, apesar de que os problemas gerados continuem afetando, gravemente, a qualidade de vida e o bem-estar de milhões de pessoas.

Existe um reconhecimento crescente de que para enfrentar, com êxito, os desafios que se apresentam na América Latina em relação à gestão da água e dos serviços públicos de água e saneamento, há necessidade de alteração substancial nas políticas, nas instituições e na forma com que os seres humanos se relacionam com a água, em nossa cultura. Sem dúvida, muitos desses problemas são similares aos de outras regiões do planeta, porém, a razão, principal, para a realização deste encontro é a de compartilhar uma experiência notável ocorrida na Península Ibérica, desde meados da década de 1990. A partir de um número crescente de conflitos sociais relacionados à gestão da água na península, produziu-se uma aliança entre os movimentos sociais, formados por pessoas que lutavam contra o que consideravam uma situação injusta e irracional na política de águas, e a comunidade acadêmico-científica comprometida com a busca de soluções a estes problemas. Desta aliança, surgiu o movimento por uma Nova Cultura da Água na Península Ibérica. O evento proposto para América Latina se inspira neste processo e se pretende incentivar um debate similar em nosso continente, focado nas realidades locais e com uma ampla participação e direção dos movimentos sociais e comunidade científico-acadêmica da região.

Enfoque e proposta:

Pelo exposto, o Encontro se propõe abrir um debate centrado nos problemas que caracterizam a gestão da água na América latina, promovendo a aproximação entre os movimentos sociais e a comunidade científico-acadêmica, incentivando um debate mais amplo sobre estes temas com os diferente atores sociais. O ponto de partida é a necessidade de introduzir alterações radicais na cultura da água com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento de uma Nova Cultura da Água, fundamentada nos princípios de igualdade, solidariedade, sustentabilidade ecológica, social e econômica, e gestão democrática.

O evento se apresenta com um fórum aberto que combinará uma dimensão de reflexão e debate, mediante conferências, palestras, pôsteres e reuniões de trabalho, estas últimos organizadas pelos movimentos sociais, com uma dimensão afetiva, recreativa e lúdica, que incluirá representações artísticas (música, teatro, etc.), intervenções comunitárias e ações grupais (caminhadas, "um abraço aos rios", etc.).

As diversas atividades serão demarcadas por quatro grandes temas:
  • 6 de dezembro - A Sustentabilidade social e ecológica;
  • 7 de dezembro - A crise das estratégias da gestão convencional;
  • 8 de dezembro - Os Serviços públicos essenciais;
  • 9 de dezembro - Cultura, educação e mobilização social: por uma nova ética da água.
Um dos resultados previstos é a constituição e/ou fortalecimento de redes de colaboração entre os movimentos sociais e a comunidade científico-acadêmica para o desenvolvimento de atividades conjuntas, incluindo o intercâmbio de experiências e a produção de conhecimento.


Las razones para esta iniciativa



Los problemas relacionados con la gestión del agua y de los servicios públicos de agua y saneamiento, que resumimos sintéticamente a continuación, han cobrado una importancia creciente en América Latina en las últimas dos décadas. La iniciativa busca promover un debate amplio y abierto para examinar las causas de los problemas y avanzar en la búsqueda de soluciones concretas, fomentando el intercambio de conocimiento y la difusión de experiencias exitosas.

Por una parte, a pesar de los importantes avances realizados en la región desde la década de 1970 para expandir y mejorar los servicios públicos de agua y saneamiento, la falta de acceso a estos servicios esenciales sigue siendo uno de los principales obstáculos al desarrollo y constituye uno de los factores principales de la desigualdad social y económica que caracteriza a nuestros países en el contexto internacional. Entre otros temas, las enfermedades prevenibles relacionadas con el agua continúan siendo una de las causas principales de morbi-mortalidad, mientras que algunas dolencias que habían sido erradicadas décadas atrás, como el dengue y el cólera, han retornado con fuerza y presentan un enorme desafío en la región. Las políticas implementadas desde la década de 1980, en particular la desregulación, la liberalización y la privatización de estos servicios han tendido a exacerbar los problemas existentes, especialmente los conflictos sociales y políticos por el agua, la desigualdad en el acceso a los servicios, y la falta de control democrático sobre la gestión.

Por otra parte, existe ahora una toma de conciencia creciente de que los importantes avances logrados durante la segunda mitad del siglo veinte en muchos de los países latinoamericanos en términos de crecimiento económico, y en particular mediante los procesos de desarrollo industrial y de urbanización acelerada, han tenido un costo muy elevado para las sociedades de la región. En relación al agua, los graves problemas acumulados durante décadas de políticas basadas en la intervención drástica sobre los ecosistemas acuáticos, frecuentemente llevada a cabo mediante procesos autoritarios, sin debate público ni control democrático, han conducido a un deterioro de dichos ecosistemas mediante procesos de contaminación y abatimiento de las fuentes de agua, ríos, lagos, acuíferos, humedales y otros cuerpos acuáticos. Simultáneamente, con frecuencia estas intervenciones han tenido también un efecto negativo sobre amplios sectores de la población, a veces mediante el desplazamiento forzado de grandes números de personas por la inundación artificial de sus territorios, otras veces por los efectos no planeados de las grandes obras, como son los cambios en el ciclo natural de los ríos que derivan en inundaciones más frecuentes y destructivas en muchas áreas del continente. Este lado negativo de los procesos desarrollo en la región sigue siendo poco debatido a pesar de que los graves problemas generados continúan afectando gravemente la calidad de vida y el bienestar de millones de personas.

Existe un reconocimiento creciente de que para enfrentar con éxito los desafíos que se le presentan a América Latina en relación a la gestión del agua y de los servicios públicos de agua y saneamiento se requieren cambios substanciales en las políticas, en las instituciones y en la forma en que los seres humanos nos relacionamos con el agua, en nuestra propia cultura. Muchos de estos problemas, sin duda, son compartidos por otras regiones del planeta, pero la razón principal para realizar este encuentro es la de compartir una experiencia notable que ha tenido lugar en la Península Ibérica desde mediados de la década de 1990. A partir de un número creciente de conflictos sociales derivados en torno a la gestión del agua en la península se produjo una alianza entre los movimientos sociales y ciudadanos que luchaban contra lo que consideraban una situación injusta e irracional en la política de aguas y la colectividad académico-científica comprometida con la búsqueda de soluciones a estos problemas. De esta alianza entre colectivos ciudadanos y científicos comprometidos surgió el movimiento por una Nueva Cultura del Agua en la Península Ibérica. El evento propuesto para América Latina se inspira en dicho proceso y se propone incentivar un debate similar en nuestro continente, fundado en las realidades locales y con la amplia participación y dirección de los movimientos sociales y colectivos científico-académicos de la región.

Enfoque y propuesta:

Por lo arriba expuesto, el Encuentro se propone abrir un debate centrado en los problemas que caracterizan la gestión del agua en América Latina promoviendo el acercamiento entre los movimientos sociales y la comunidad científico-académica e incentivando un debate más amplio sobre estos temas con los diferentes actores sociales. El punto de partida es la necesidad de introducir cambios radicales en la cultura del agua predominante con el objeto de favorecer el desarrollo de una Nueva Cultura del Agua fundada en los principios de equidad, solidaridad, sustentabilidad ecológica, social y económica, y gestión democrática.

El evento se plantea como un foro abierto que combinará una dimensión de reflexión y debate mediante conferencias, ponencias, pósteres, y talleres de trabajo, estos últimos organizados por los movimientos sociales, con una dimensión afectiva, recreativa y lúdica que incluirá representaciones artísticas (música, teatro, literatura, etc.), intervenciones comunitarias, y acciones grupales (caminatas, un “abrazo a los ríos”, etc.).

Las distintas actividades se enmarcarán en cuatro grandes Temas:
  • 6 de diciembre La Sustentabilidad Social y Ecológica
  • 7 de diciembre La Crisis de las Estrategias de Gestión Convencionales
  • 8 de diciembre Los Servicios Públicos Esenciales
  • 9 de diciembre Cultura, Educación y Movilización Social: hacia una Nueva Ética del Agua
Uno de los resultados previstos es la constitución y/o fortalecimiento de redes de colaboración entre los movimientos sociales y la comunidad científico-académica para desarrollar actividades conjuntas, incluyendo el intercambio de experiencias y la producción de conocimiento.

 

Convocan

Red VIDA - Vigilancia Interamericana para la Defensa y el Derecho al Agua

Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH )

Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE)

Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA)

Fundación Nueva Cultura del Agua

International Rivers Network (IRN)

 

Contacto /Contatos

america.fnca@unizar.es

 

http://www.unizar.es/fnca/america/index2.php?x=01&idioma=pt

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Setembro / Septiembre 2005

 

 

Latinoamerica-online 

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